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domingo, 28 de dezembro de 2014

Depoimento ex-aluno: Ana

Nossa ex-aluna, Ana nos cedeu um pouco de seu precioso tempo para escrever um depoimento sobre batalha para entrar no vestibular e, também, sobre o curso que escolheu para sua vida!!!


Obrigado Ana por me atender prontamente e, aproveito a deixa,  para te desejar toda sorte do mundo em sua carreira, tenho certeza que será iluminada!

Att.,


Nakamura


Como dizia Samuel Johnson o sucesso não é alcançado pela força mas sim, pela perseverança. Estudante em escola pública,exclusivamente, minhas batalhas tiveram inicio nas primeiras tarefas desempenhadas em busca de um novo caminho. A determinação me empurrava para seguir em frente pois sempre pensei em vencer e jamais desistir. Pensava, mesmo jovem, que desistências são simples, rápidas, mas deixam marcas dolorosas no passado. Vencidas todas as etapas no Ensino Fundamental e Médio minha meta era cursar Medicina para realizar um sonho antigo da familia. Como todos sabem esta foi uma meta decisiva para iniciar estudos pesados. Eu precisava estabelecer diretrizes, buscar mais conhecimento, avançar nos conceitos e solucionar possiveis dúvidas. Para tanto eu já sabia, precisava de um cursinho. Com uma renda familiar limitada busquei todas as alternativas, cursinhos distantes da minha cidade natal- Registro, cursinhos pagos, cursinhos gratuitos etc. Minha única possibilidade era ingressar em um cursinho gratuito. Já conhecia por comentários o cursinho oferecido pela Unesp então decidi buscar informações. Providenciei os documentos, tudo de uma forma muito fácil e rápida e quando eu menos esperei o dia da prova classificatória chegou. Confesso que apesar da vontade de ser classificada eu pensava na possibilidade de não ser já que eram muitas pessoas tentando um mesmo espaço. Avaliei os resultados e obtive classificação, agora minha tarefa era somente o empenho. Com um ambiente super descontraído eu ganhei forças para ler e reler as apostilas oferecidas pelo cursinho numa jornada em casa e fora dela. Uma nova oportunidade vinha surgindo, prestar o vestibular para o curso de Agronomia na Unesp de Registro. A proposta era tentadora. Eliminar os gastos com transporte, universidade, moradia e afins eram fatores importantes mas o curso não estava dentro do que eu buscava. Decidi tentar, através do estimulo de meus professores do cursinho. Novamente minhas expectativas inseguras dominavam mas a esperança continuava forte, como uma superação para os obstáculos enfrentados desde o início. Obtive classificação recebendo com esta resposta o meu troféu. Eu conhecia o trabalho excelente que a Unesp proporciona e me senti dividida uma vez que tinha facilidades mas também dificuldades que eu iria enfrentar. Pedi os conselhos da minha família e todos me permitiram fazer o que tivesse vontade. Pensei na graduação, nas possibilidades que o título me proporcionaria, na questão financeira, na proximidade e decidi seguir, aceitar e traçar um novo rumo. Hoje, iniciando o sexto período do curso de Agronomia, tendo desempenhado trabalhos nas áreas de bem estar animal, jardinagem e paisagismo, defensivos agrícolas e demais áreas do curso me sinto satisfeita com a minha opção. Todo este trabalho precisa de lutas diárias, superações, exploração dos limites, mas eu me sinto orgulhosa por ter conquistado tudo o que já possuo e o muito que ainda posso conquistar buscando sempre o primordial em meio as dificuldades, a minha fé.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Depoimento ex-aluno: Sidnei

Nosso ex-aluno, Sidnei nos cedeu um pouco de seu precioso tempo para escrever um depoimento sobre batalha para entrar no vestibular e, também, sobre o curso que escolheu para sua vida!!!


Obrigado Sidnei por me atender prontamente e, aproveito a deixa,  para te desejar toda sorte do mundo em sua carreira, tenho certeza que será iluminada!

Att.,


Nakamura

É um fato que os caminhos para ingressar em uma faculdade geralmente não são fáceis e que muitas lutas e conquistas são necessárias para que essa meta se concretize. É nessa época que muitas dúvidas começam a surgir em nossas cabeças, a gente entra em estado de pânico por que "e se não for aquilo que eu sempre sonhei?", bom, eu também passei por isso.
Durante todo o ensino médio eu sonhei em cursar Engenharia Civil, eu gostava de matemática, sempre tive facilidade em exatas, recebi total apoio da família, principalmente da minha mãe já que isso também era um sonho dela. Porém no final do terceiro ano eu comecei a realmente refletir sobre o que "eu" realmente queria pra minha vida e, para minha surpresa e a dos meus pais, Engenharia Civil não estava nela.
Eu sempre gostei de cozinhar e inventar coisas na cozinha, arrumar mesas e preparar cafés da manhã, porém nunca tinha levado a sério, acreditava que não passava de um hobbie, porém foi nessa brincadeira que descobri uma grande paixão na minha vida: Confeitaria. Conversei com um amigo que já fazia o curso de Gastronomia e realmente me inspirei pra entrar nesse mundo.
Foi um grande choque para meus amigos e principalmente meus familiares, pois este curso realmente não é comum por aqui e muito pouco conhecido, entrei em "conflito" com meus pais e principalmente com minha mãe, que não foi a favor da minha opção de curso, porém eu mantive os pés firmes no chão e corri atrás do que eu queria, entrei no cursinho pré-vestibular e me preparei para o vestibular, hoje, aos 19 anos, sou uma pessoa completamente realizada com meu curso e faço isso de coração.
Por fim, descobri com isso a chave fundamental para obter sucesso na faculdade e gostaria de deixar apenas um pequeno conselho: Escolha não só com a cabeça, com o que vai te dar dinheiro, escolha com o coração, pelas coisas que você realmente ama e não se arrependerá de sua decisão!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Depoimentos ex-aluna: Natalia

Nossa ex-aluna, Natalia Fernanda nos cedeu um pouco de seu precioso tempo para escrever um depoimento sobre batalha para entrar no vestibular e, também, sobre o curso que escolheu para sua vida!!!


Obrigado Natalia por me atender prontamente e, aproveito a deixa,  para te desejar toda sorte do mundo em sua carreira, tenho certeza que será iluminada!

Att.,

Nakamura


"O terceiro colegial é um ano muito difícil pois é a transição do que somos para o que queremos ser, é o momento que precisamos olhar pra dentro da gente e responder algumas perguntas como "O que eu gosto?" nessas horas muitas pessoas ficam em duvida, pelo menos eu e metade das pessoas que eu conheço ficaram, alguns não sabiam responder ou até sabiam mas junto com a resposta vinham outras questões como a localização da faculdade ou até mesmo a remuneração da profissão e claro o tão temido vestibular, quando me escrevi no cursinho da UNESP eu não fazia a minima ideia pra onde eu queria ir mas sabia que o primeiro passo eu já estava dando, la eu expandi meus conhecimentos, conheci pessoas que eram muito inteligentes e que sabiam onde queriam chegar, eu admirava a persistência e a força de vontade que moviam o seus sonhos. O curso foi passando e eu cada vez mais me sentia mais perdida, foi um ano muito difícil ,apesar de estar caminhando parecia que não chegava a lugar nenhum, hoje vejo que estava enganada aqueles dias me fizeram crescer como pessoa e me preparam para a faculdade que não é nada fácil, eu escolhi RH não porque eu sonhava em ser gestora, mas porque eu gostei das matérias e da profissão em si, tive dificuldade com as primeiras apresentações de trabalho e com as provas que envolviam matemática, mas cada dia que passava me envolvia mais e me apaixonava pela profissão que havia escolhido, hoje vejo a importância que tem o RH nas organizações. Hoje posso dizer que sou uma Gestora de Recursos Humanos, afinal me formei mas sei que esse é só o começo o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e temos que buscar sempre ser o melhor no que fazemos. Hoje olho para trás e vejo que todo caminho que percorri foi necessário para ser quem eu sou e todas as pessoas sendo elas amigos de classe ou professores contribuirão para o meu crescimento pessoal. Fazer o "Cursinho pré vestibular" é a melhor maneira de se auto-conhecer e se preparar para o que está por vim. Crescer não é fácil mas é necessário, e tem lá seu lado bom, descobrir o que gosta e principalmente fazer o que gosta é com certeza uma das melhores coisas da vida."

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

5# Gastronomia: dos detalhes aos pratos deliciosos


Boa tarde,
A Isabela foi minha aluna no cursinho, sempre dedicada e estudiosa, com toda certeza mereceu a vaga que tanto almejava. Segue o depoimento dela:

Olá , me chamo Isabela Nayomi Rokugawa, estou cursando Superior  em Gastronomia na Puc-Pr.

Como qualquer vestibulando  tive que estudar e muito mesmo, fiz o cursinho pré-vestibular da Unesp em 2012, que me ajudou muito, com uma equipe ótima de professores dedicados, sempre ajudando, cursar gastronomia sempre foi minha paixão,  prestei vários vestibulares antes de prestar para gastronomia na Puc-Pr , e fui aprovada em; física médica na Unesp, eng. pesca na Unesp e  eng. alimentos na Utfpr. Mas meu objetivo era mesmo a gastronomia , fui aprovada  , ganhei bolsa de 100% na Puc-Pr. Pra quem esta interessado em fazer o curso , vai uma dica,  nunca pensar que o curso é fácil, é difícil , na minha turma era 55 , agora somos  em 29 alunos ,  minha intenção não é de espantar aqueles que estão interessados(as) em cursar,  aqueles que  iram mesmo , tem que gostar muito de pegar pesado na cozinha ,  cortar o dedo e se queimar é normal , ficar ‘’bonitinho ‘’ na cozinha   nunca. Vou falar um pouco sobre o curso de Gastronomia , para quem esta interessado(a)   em entrar neste área. O profissional de Gastronomia domina os métodos de segurança alimentar e de planejamento e produção de cardápios de restaurantes de cozinha internacional e nacional, hotéis, redes de lanchonetes, bufês, empresas de serviços alimentícios, companhias aéreas e até hospitais. Com técnicas apuradas, executa desde a preparação de pratos mais simples até os de alta gastronomia. Pode especializar-se nas áreas de confeitaria, panificação ou em um tipo de culinária específica, como japonesa, francesa e italiana, entre outras. Também é de sua responsabilidade supervisionar o funcionamento da cozinha, treinar o pessoal, cuidar da tabela de preços, negociar com fornecedores, manter contato com clientes e desenvolver estratégias de empreendedorismo e marketing que visem à rentabilidade. Outra possibilidade é ser consultor, prestando assessoria na abertura de um restaurante ou na mudança de cardápio de um estabelecimento .Isso é um pouco do curso de Gastronomia, este curso tem uma área muito grande e que vem crescido bastante.  Obrigada ao Professor Ricardo Nakamura, que me fez uma grande favor, falar sobre o curso , como me  esforcei para conseguir ,  das dificuldade que venho enfrentando com muito prazer, porque não tem nada melhor ,  do que você estar no curso que gosta e se dedicar .E na hora que eu escolhi minha profissão  escolhi também a faculdade, tem muito pouca faculdade que oferta este curso , e com mensalidades em conta , mas escolhi a Puc-Pr, pela estrutura que oferece do curso , por ter profissionais qualificados com muita experiência , e por oferecer bastante oportunidade para os alunos.  

Att. Isabela

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Engenharia Civil: Das construções a organização urbana

Boa tarde!
Segue o texto sobre Engenharia Civil! O Danilo é meu amigo desde 2008, quando fui morar na republica dele e do irmão dele na cidade de São Carlos. Um cara super gente boa que não mede esforços para ajudar o próximo! Podem perguntar!


Este texto é apenas um pequeno "aperitivo" para quem se interessa pelo curso de Engenharia Civil. Ao final deixo um link para projeto pedagógico deste curso na Universidade Federal de São Carlos. Inclusive recomendo a leitura (nem que seja uma leitura rápida, por cima! rsrs) de todos os projetos pedagógicos que você tenha algum interesse. Ajuda a decidir e inspirar a estudar para atingir a meta de ingressar em tal curso.
A profissão de engenheiro civil é conhecida. Pelo menos, ao meu ver, é mais fácil de se imaginar o que faz um engenheiro civil do que o que faz um profissional que cursou engenharia física, terapia ocupacional ou ciências sociais. Acredito que quando se pensa em engenharia civil, muitas pessoas pensam em projetos e construções.  Projetar e construir sem dúvida pode se tornar interessante quando se pensa em fazer sua própria casa, a dos amigos e de outras pessoas. E não apenas moradias mas outros imóveis, prédios, galpões, industrias e a infra-estrutura, como estradas, pontes, túneis etc. Dá pensar maior ainda quando se necessita construir estações de transporte coletivo (para ônibus, metrô e outros), aeroportos, mineradoras, usinas hidroelétricas etc.  Para tanto é necessário aprender sobre sistemas construtivos, estruturas, tecnologias e materiais utilizados. Outro ponto importante é a necessidade do bem projetar para evitar desperdícios e obras pouco eficientes, muito caras, com mau dimensionamento de capacidade etc.
É interessante pensar que se trata de uma profissão diretamente ligada a qualidade de vida humana. Basta pensar uma cidade sem estas construções que mencionei para se ter uma ideia. Por outro lado, projetar e construir não é o suficiente para garantir esta qualidade. Basta lembra o caso da cidade de São Paulo em que não faltou atividade no campo da engenharia civil mas que no entanto não foi o suficiente para se ter uma cidade boa em termos urbanísticos. É necessário pensar a cidade (e também o campo) como um todo, lançar mão do planejamento para transformá-lo da melhor forma possível. 
Neste sentido, surge alguns campos de atuação dentro da engenharia civil relacionado a planejamento urbano, saneamento, transporte sustentável e outros. Em alguns cursos de engenharia civil no país existe a chamada ênfase em engenharia urbana. Sei que existe esta modalidade na UFSCar, na UFRJ e na UEM, mas possivelmente há em outras. Conheço de perto a da UFSCar onde cursei. No meio de terceiro ano se opta por fazer a ênfase em sistemas construtivos ou em engenharia urbana. Cada uma seguindo uma linha, uma mais focada em obras e a outra no planejamento da cidade. 
Cursei engenharia civil entre 2003 e 2007 na UFSCar e diferentemente da grande maioria dos meus colegas, segui carreira acadêmica. Fiz mestrado em Engenharia Urbana e estou ingressando no doutorado nesta mesma área. Dentro da Engenharia Urbana estou me especializando em Economia Solidária e Desenvolvimento Territorial... Mas conto essa história em pra uma próxima oportunidade!   


Dica final: Procure profissionais que trabalham com o que pretende fazer da vida. Quantos mais melhor

Att,

Danilo Malta Ferreira
Assessor em Economia Solidária
Doutorando em Engenharia Urbana

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Farmácia: do átomo aos medicamentos






Olá para todos os estudantes que estão nessa fase crítica da vida, cheia de incertezas e medos e stress.. e stress! Meu nome é Tássia, estou no último ano do curso de Farmácia da Universidade Federal de São Paulo, muito prazer! O querido amigo e exemplo de estudioso, professor, “ensinador” e exemplo de vida acadêmica Ricardo Nakamura me pediu para falar um pouco sobre o curso que escolhi para ter como profissão. Mas antes de começar a falar do curso de Farmácia, acho interessante ressaltar que no cursinho sempre parece que as coisas vão dar errado e que aquele ano suado e estressante, difícil e sem vida social não vai valer de nada e que você vai esquecer de tudo no dia da prova. Calma, vai dar certo! Coloquem isso na cabeça, e persistam, porque DÁ MESMO! De nada valeria a pena se não fosse com esforço, então batalhe, que na hora certa sua recompensa virá. Acredite, em primeiro lugar. Depois corra atrás, dê o seu máximo, chore de desespero, mas depois grite de felicidade pra comemorar a vaga conquistada!
Confesso que Farmácia não foi minha primeira escolha, e hoje, apenas agradeço por isso! Do terceiro ano do Ensino Médio até o final do primeiro ano de cursinho, tinha colocado na minha cabeça que o que eu queria era Engenharia Química. É legal, você lê o escopo do curso, acha bacana o que eles fazem, salário de engenheiro é bom e tal, mas sério, Engenharia é sempre uma Engenharia. E se você não se dá tãão bem assim com a Física e com os cálculos da vida, aborte a missão. Você não aprende a se apaixonar pelos cálculos matemáticos e pelos axiomas inexistentes e não acha interessante calcular áreas de curvas e desenhar gráficos esquisitos de uma hora pra outra. Isso é quase.. um dom. E uma ilusão achar que na faculdade de Engenharia “não deve ser tão difícil assim”, porque é. E vão ser longos cinco anos (ou mais, em alguns casos) se aprofundando nisso. E é por isso que eu, felizmente, descobri que eu não tinha esse dom das exatas “too much”, e embora odiasse física, gostava de matemática. Foi aí que descobri o curso de Farmácia! Bio-exatas, mercado de trabalho amplo e diversificado, tem química, biologia, matemática, tudo que eu gostava. Enfim, segundo ano de cursinho, aqueles estudos powerhardturbo todo dia, e finalmente passei na UNIFESP, campus novo, curso novo, segundo turma, felicidade no ar, agora vida universitária que me aguarde!
Todo primeiro ano é difícil, não adianta. O ritmo é outro, as matérias são bem piores que você imaginava, mas estar na faculdade é muuito bom! E agora vou justificar o porquê daquele discurso todo sobre a “engenharia pesada”. Nos dois primeiros anos do curso de Farmácia temos SIM matérias de exatas, temos cálculo I, cálculo II, física I, física II, álgebra linear, geometria analítica, operações unitárias, tudo isso. E por isso eu sei que ter cinco anos de pura exatas teria apenas me frustrado! Porque na Farmácia isso é apenas um, ou dois anos.. e depois vem só matéria linda, complementar, aprende coisas brilhantes e sensacionais, descobre que química orgânica é bem mais complexo do que você pode imaginar, que a teoria dos orbitais existe e faz muito sentido, que farmacologia é simplesmente sensacional, que desenvolver medicamento é difícil mas é brilhante e que a cosmetologia não seria a mesma sem o conhecimento dos farmacêuticos. Vão ter matérias obrigatórias como Microbiologia, Patologia, Fisiopatologia, Imunologia, Bioquímica, Genética, Biologia Molecular, Farmacologia, Química Farmacêutica, Toxicologia, Farmácia Social, Farmacotécnica, várias Químicas, desde a orgânica, química das transformações, estrutura da matéria, analítica, quali, quanti, etc, e eletivas mais específicas como Cosmetologia, Farmácia Clínica, Análise Toxicológicas, Biotecnologia, Controle de Qualidade Fisico-Quimico, Alimentos Funcionais, Tecnologia em Alimentos, Tecnologia Fitofarmacêutica, Controle microbiológico e diversas outras. Depois de tudo isso, “remédio” vira “medicamento” e você nunca mais vai atrasar pra tomar seu antibiótico, descobre que antibiótico e anticoncepcional não combinam, descobre que tomar água pra tomar seus comprimidos faz diferença, que não é besteira quando os médicos dizem que alguns medicamentos não podem ser tomados com leite, e ainda por cima entende o porquê do seu amigo japonês ficar tão vermelho quando bebe uma brejinha e porque você tem tanta vontade de fazer xixi quando bebe. E o melhor: você pode explicar pra ele, bêbado, o mecanismo do álcool, e das “dorgas” em geral. É, Farmácia é tudo isso, gente.
O curso de Farmácia é diferente de uma Universidade pra outra, mas todo mundo que faz o curso se apaixona. Não só por ser um curso interessante, mas por ser desafiador e possuir um amplo mercado de trabalho. Dentro da grade do curso, você tem matérias direcionadas, e depois do terceiro ano pode escolher as eletivas mais direcionadas para a área que deseja atuar. As áreas geralmente são: Indústria (medicamentos/cosméticos), Alimentos, Área clínica (hospital/laboratório de análise clínicas/farmácia) e a própria área acadêmica. Não sei se em todas as faculdades isso é uma regra, mas geralmente existe um estágio obrigatório na área de atenção farmacêutica, que consiste na atuação do farmacêutico na promoção do uso racional dos medicamentos tendo como foco o paciente. Os outros estágios você pode escolher a área que quer atuar. Como vocês podem ver, o ramo farmacêutico é muito amplo, o que, na minha opinião, é muito bom, já que você tem mais caminhos de escolhas. E o bom é que a faculdade permite que você faça estágio em diferentes áreas até que você ache algo que se encaixe no seu perfil. Eu mesma já fiz estágio em hospital, em drogaria, farmácia de manipulação e agora na indústria pra ter uma pequena noção de como essas áreas funcionam. 
Eu escolhi a área de indústria e faço estágio numa indústria cosmética. É simplesmente sensacional, e mais brilhante ainda é conseguir agregar seus conhecimentos técnicos no trabalho. Faz tudo valer mais a pena, e você acaba descobrindo o porquê de você ter perdido várias horas de sono em várias matérias que você achou que nunca ia usar pra nada. Outro ponto bom, é que embora o piso salarial do farmacêutico não seja lá essas coisas, a indústria farmacêutica e a cosmética costumam valorizar seu profissional, inclusive o estagiário.
Eu estou no último ano do curso, prestes a me formar, só tenho o TCC para apresentar e sentir saudade de todo esse caminho percorrido. Olho pra trás e não me arrependo, tenho certeza.
O curso não é fácil, a química é pesadíssima, vocês vão ter milhões de relatórios para fazer toda semana, vocês vão cansar de ter aula prática e esquentar a barriga na bancada, vocês vão achar absurdo ter que usar luva, máscara, touca todo laboratório, vão ficar noites sem dormir, vão gastar milhões de papéis pra fazer os mecanismos de ação de centenas de reações, vão sim, chorar de desespero porque química farmacêutica é insana, porque fisiologia é difícil, porque bioquímica é decoreba, porque farmacotécnica é seguir receita de bolo, mas sério.. tudo faz sentido no final, e parece que tudo se junta pra fazer parte de uma coisa que você vai levar pra  pra sempre: Ser farmacêutico. E é disso que você vai ter orgulho, tenho certeza.

Boa jornada pra vocês, tenho certeza que ainda vou cruzar com algum de vocês que escolheram essa profissão! Um grande abraço e boa sorte!!

Tássia Hanashiro

quinta-feira, 25 de julho de 2013

#2 Psicologia: uma relação com o autoconhecimento



Boa noite, Senhores e Senhoritas!

Sigo com os textos, sobre as carreiras. A Thatiane é minha amiga de longa data, excelente profissional, portanto, sintam-se a vontade em perguntar, pois agora é a hora de tirar dúvidas e escolher a carreira que melhor lhe encaixa.
Aproveitem, segue o texto!

Olá, fui incumbida pelo meu querido amigo, Ricardo Nakamura, para escrever sobre a profissão que escolhi, há mais ou menos 10 anos. Sou Psicóloga, formada há quase 5 anos e desde então venho me apaixonando cada vez mais por essa interessante e intrigante carreira.
Como a maioria dos estudantes de ensino médio, tive uma grande dificuldade na escolha de uma profissão, várias dúvidas em qual caminho seguir, mas o mais interessante foi que por meio de uma Orientação Vocacional (instrumento psicológico utilizado para pesquisa e análise da potencialidade do individuo para escolha de uma profissão) que decidi definitivamente, ou seja, a própria Psicologia me ajudou em minha escolha.
A Psicologia nada mais é que o estudo do Comportamento Humano. Cursei por 5 anos a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), lá esse curso é visto na área Biológicas. O curso requer muita leitura e observação, são várias as linhas teóricas que o Psicólogo pode se basear. Temos uma visão geral das mais conhecidas e importantes na faculdade como Psicanálise, Analítica, Behaviorismo, Gestalt, Sistêmica, entre outras.
No último ano, deixamos a sala de aula para nos dedicarmos aos Estágios Práticos, talvez seja o momento mais relevante e decisivo, pois é onde encaramos o ser humano de frente e não apenas nas páginas dos livros. Nos estágios trabalhamos em algumas áreas onde o Psicólogo pode atuar talvez a mais conhecida seja a Clínica, onde o profissional atende seus pacientes e o auxilia em suas angústias e sofrimentos por meio da psicoterapia, mas há também a área Escolar, Jurídica, Organizacional, Hospitalar, Social, Esporte, entre outros.  Recomendo que os estudantes se arrisquem nos estágios não curriculares para conhecer esse diversos âmbitos e assim ir se aproximando mais daquele que mais se identifica.
Talvez a maior dificuldade nessa profissão, principalmente no começo, é manter uma neutralidade diante de alguma questão humana em que estamos trabalhando, pois a vulnerabilidade do ser humano é sem limites e é muito comum a identificação com algumas delas, dessa forma é muito importante, eu até diria até obrigatório, que os estudantes façam Psicoterapia em conjunto com a faculdade, eu mesma faço terapia até hoje e acho que é algo que todos deveriam fazer.
Enfim, após me formar passei em um Concurso Público e hoje trabalho na Atenção Básica de Saúde em um Postinho, na cidade de Registro. Minha principal atribuição é na Prevenção e Promoção de Saúde da População dos bairros onde trabalho, atendendo individualmente os pacientes e fazendo grupos de atendimentos como Gestantes, Hipertensos e Diabéticos, Obesos, Planejamento Familiar, Colcha de Retalhos entre outros.
Eu sempre falo que o bom profissional, em qualquer área, tem que ser sempre insatisfeito, porque assim irá buscar novas formas, novas teorias e se aprimorando naquilo que faz e a satisfação financeira se torna consequência disso.
Amo o que eu faço, pois a Psicologia é algo pra mim que fascina e fico muito feliz em poder ajudar de alguma forma a dificuldade alheia.
Boa Sorte a todos os jovens na escolha de suas profissões, logo abaixo indico alguns livros e filmes para os interessados em Psicologia.
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Livros:
-Cartas a um Jovem Terapeuta- Autor: CALLIGARIS, CONTARDO
-Os Desafios da Terapia – Autor: Yalom, Irvin D.
Filmes:
- Um Estranho no Ninho – Diretor: Milos Forman EUA- 1975
- Cisne Negro – Diretor: Darren Aronofsky  EUA-2011
- Terapia do Amor - Ben Younger  EUA- 2006
- Divã – Diretor: José Alvarenga Junior,Brasil-  2009

Um grande abraço.


Thatiane Pontes de Oliveira



Grande abraço a todos!

Ricardo Nakamura

quarta-feira, 17 de julho de 2013

#1 Medicina: uma meta, uma luta, um sonho.


Caros aspirantes ao curso de Medicina,aos simpatizantes pela carreira e aos demais vestibulandos que anseiam outras profissões,

Fui prazerosamente incumbido de escrever-lhes sobre a carreira de Medicina, à convite do prof. Ricardo Nakamura, meu amigo desde tempos remotos, a quem já dei muito “olé” nos campos de futebol da vida (haha!).

Antes de mais nada, uma breve apresentação. Sou o Gustavo, discente do curso de Medicina da Faculdade Estadual de Medicina de Marília (FAMEMA), quartanista. Prazer!

Medicina? Que sonho imensurável e inenarrável? E é,mesmo perante a todas as adversidades, vindas de todos os lados, cantos e lugares. Vale a pena todo o esforço dispendido para aqueles que, como eu, um dia sonhou ser médico. Sei o que passa na cabeça de cada um de vocês: a dificuldade para entrar no curso, a elevada disputa no insano vestibular, que agora se estenderá inclusive às universidades particulares do Brasil afora, pela possibilidade de FIES, PROUNI e etc. Universidade a todos, mas com muita luta não é mesmo? E daí? Nas palavras do campeão Ayrton Senna: "Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá”.

Realizado o sonho! Aprovado (a) no curso de Medicina! Choro, lágrimas ao vento, emoção à flor da pele. Sua mãe, que acompanhara a fio sua luta, está taquicárdica (coração acelerado), bulhas cardíacas hiperfonéticas; seu pai, que até então jamais bebera, está num “porre” sem fim. Alegria, felicidade ímpar. Meta cumprida! Rumo à universidade!.

E agora? O que esperar do curso ao qual tanto almejei? Como será daqui para frente? Anatomia? Fisiologia? Bioquimica? Meu Deus, vou desistir!

Muita calma nesta hora. Não há desespero! Um curso de Medicina tradicional, ao contrário da Famema, na qual usamos metodologia de ensino ativa, centrada no aluno como direcionador do seu estudo, é basicamente assim dividida: nos 2 primeiros anos, matéria básica; terceiro e quarto ano, matérias das especialidades clínicas e quinto e sexto ano, internato. Explico melhor: nos primeiros dois anos do seu ingresso no curso de Medicina, será lhes dado matérias como anatomia, fisiologia, biologia celular, bioquímica, biofísica, microbiologia, imunologia, embriologia etc. No terceiro e quarto ano, preponderarão disciplinas clínicas, como semiologia dos diversos aparelhos(respiratório, cardiovascular, gastrointestinal etc), ginecologia e obstetrícia, cirurgia, pediatria, saúde coletiva e assim por diante.No quinto e sexto ano também há aulas, porém o enfoque principal é o hospital-escola, quando você exercerá tudo aquilo que aprendeu nessa carga teórica que parecera sem fim nos anos anteriores. Se a “lei Dilma” (que valeria um Tratado de Medicina, tamanha a discussão que isso implica) passar a valer, mais 2 anos serão necessários ainda, com trabalho na rede pública antes de conseguir o registro definitivo de médico. Só esqueceram de avisá-la que nós já trabalhamos para a rede pública nas faculdades, independente de ser púbica ou privada. Medida eleitoreira, mais uma. Absurda, mais uma. Se o prof. Ricardo me convidar (haha), escrevo-lhes só sobre esse tema.

Enfim. Eu falei até agora de um curso de Medicina tradicional. Na FAMEMA, pioneira no Brasil do PBL (Problem-based learning), onde o aprendizado é centrado no aluno, assim como em outras faculdades renomadas, como UEL, UFSCAR, PUC Sorocaba(PBL misto), funciona de modo diferente, com o mesmo fim. O aprendizado vem da prática (UPP-Unidade de Prática Profissional) e de sessões de tutoria com um tutor ou professor-facilitador, em que todas as disciplinas, desde as do ciclo básico até as disciplinas clínicas, são vistas concomitantemente, já a partir do primeiro ano, até o quarto. No quinto e sexto ano é internato, hospital-escola, como em qualquer outra faculdade ou universidade do Brasil. Um método diferente de aprendizado. Uns adoram (como eu), outros preferem os cursos tradicionais mesmo. Polêmicas à parte, o propósito é o mesmo.

Espero ter lhes esclarecido um pouco daquilo que é um curso de Medicina, carreira esta que exige, além de muita disciplina para se estudar de modo a fazer o melhor quando for exigido (e sempre o será), o espírito de solidariedade, de amor ao próximo, de compaixão aos enfermos à beira do leito. Momentos e sentimentos estes que fazem do curso o mais próximo do divino, fato glorificante, encantador.



Atenciosamente,Gustavo Aby Azar Shimada ,acadêmico quartanista do curso de Medicina da FAMEMA.


Caros alunos, declaro iniciada a minha proposta!
Espero que seja de proveito de todos, não só daqueles que querem a tal da medicina!

Boa sorte a todos!

Grande abraço.

Ricardo Nakamura

terça-feira, 16 de julho de 2013

Proposta! (Irrecusável)


Boa noite, Senhores e Senhoritas!

Venho propor a todos uma série, que será baseada em profissões! Sim, isso mesmo, profissões!
O meu intuito é trazer o conhecimento e vivencia de pessoas que eu conheço, já formadas ou que estão cursando as grandes carreiras, pelo mundo a fora!
Vamos tentar fazer com que todos tenham o conhecimento sobre as profissões, faculdades, programas de financiamento, bolsas de viagens para o exterior, entre outros diversos assuntos.


Espero que todos acompanhem o blog e comentem. A maior parte das pessoas que passarem por aqui, terei contato direto, portanto, posso falar para elas responderem algumas peguntas! Coloquem as perguntas nos comentários, afinal o interesse é de vocês!


Grande abraço a todos!

Amanhã, começo as postagens! Vou tentar trazer um por semana!

Let's rock!



Que a massa vezes a aceleração esteja com vocês!

Ricardo Nakamura